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“Latixódromo” à beira da universidade

A tradição ainda é o que era. Numa parte da cidade, a PlayStation dá lugar ao jogo das caricas
manter a tradição e não deixar que os “velhos” jogos tradicionais caiam em desuso. É este o objectivo da Associação de Latixa Desenvolvimento e Promoção (ALDP), criadapor um grupo de amigos de Coimbra para dar continuidade ao Jogo da Latixa. E perguntar-se-à o leitor (principalmente os mais novos) sobre do que se trata este jogo. E o que são as latixas.
José António Sousa, presidente da associação que deu os primeiros passos há 11 anos atrás, explica: “A latixa é uma carica. A tradição era jogar com as caricas junto ao rio, principalmente durante o tempo em que as lavadeiras estavam a lavar roupa. Hoje, fazemos uma pista com areia e lançamos as latixas. O que ficar à frente é o primeiro a jogar e o que chegar mais depressa ao fim ganha”.
Parece simples, mas o jogo tem uma série de regras que devem ser seguidas. “É um jogo que pode ter campeonatos associados. Inclusivamente, dá para ter patrocinadores, como é o caso das cervejeiras, já que o objecto do jogo são caricas de garrafas”, sublinha.
Mas este grupo de amigos queria mais. Por isso, criaram a ALDP que conta com mais de meia centena de associados, com o objectivo de recuperar este jogo, criando condições para a sua prática. O responsável pela associação, archeiro de profissão, lida com o espaço da universidade há quarenta anos. Por isso, não foi difícil conseguir que direcção da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra lhes concede-se um espaço, junto à Filantrópica, “não utilizado e abandonado durante cerca de 35 anos”, para a “construção” de um pequeno latixódromo. “Por ser funcionário residente, sentia grande vontade de poder ver aquele nobre espaço florir de forma inovadora, pedagógica, cultural e recreativa”, expressou José António Sousa. O espaço tem, neste momento, uma pequena horta, “feita pelos alunos da escola do Arco da Almedina”, que tem servido para diversas visitas de estudo.
Mas a atracção principal é a prova de competição do Jogo da Latixa que, segundo José Sousa, as “crianças disputam sempre com grande entusiasmo”. Entusiamo esse que também quer, futuramente, partilhar com os estudantes universitários. “Eles devem ter algo que os incentive a serem mais ambientalistas”, afirma.
O grande objectivo da associação é ver crescer o jogo, com o surgimento de um “latixódromo”, onde crianças e adultos possam lançar as suas cápsulas e passar um tempo livre, sem recorrer às novas tecnologias.
Depois de ter o espaço, o foco é nos apoios para a construção do “laxitódromo” com as melhores condições. “Agora precisamos de apoios para levar este desporto mais além, e marcar pela positiva, construíndo o primeiro latixódromo do mundo”, conclui José Sousa.






Victor Nunes
Parabéns pelo vosso novo visual. Continuem a apostar no progresso da nossa cidade.



 
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