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Danças, Cantares e Trajes característicos. O Grupo Etnográfico da região de Coimbra, fundado em 18 de Setembro de 1991, é membro efectivo do INATEL, deste 27 de Fevereiro de 1998. Este grupo folclórico pretende manter viva a tradição e autenticidade dos trajes, danças e cantares da cidade de Coimbra e arrabalde. Situada na margem direita do rio Mondego, e dispondo-se em anfiteatro sobre as margens deste, surge Coimbra, cidade antiga de seculares tradições, sempre ligada a boémia estudantil e as suas musas inspiradoras – as mulheres de Coimbra, designadas tradicionalmente por “Tricanas”. É desta relação entre Tricanas, Estudantes, Universidade e rio Mondego que nos falam muitas das tradições Coimbrãs, da maneira de estar, de ser e sentir do seu povo. Esta cidade, conhecida por muitos pelo “trovar” das baladas de Coimbra, pela boémia dos seus estudantes e pelas suas tradições académicas, tem actualmente, na Universidade, um dos seus ex-líbris, quer pela sua importância cultural, quer pelo seus setecentos anos de historia. Foram estrangeiros os primeiros artistas plásticos que, em meados de século passado, passaram para as telas e para sempre eternizaram a vida da cidade, os seus modos de trajar. Na tentativa de retratar esse quadro humano, bem como o seu contexto histórico e socioeconómico, apresentam uma variedade de trajes significativos do Povo de Coimbra, nos meados do século passado. Desta variedade, salientemos, por ordem cronológica, as tricanas de capa, burgueses, domingueiros, vendedeiras do mercado de Coimbra, pastor das arrabaldes da cidade, leiteira, moleira, vendedeira de arrufadas de Coimbra, mulher da região Bairrada do extremo norte da cidade, traje de romaria ao Senhor da Serra, tricanas aguadeiras, futricas da cidade, camponeses e operários das olarias tradicionais. O reportório do grupo inclui velhas modas da roda, assim como os viras ou outras modas com marcações sempre efectuadas ao som do “mandado”. Salientamos ainda modas como, o “Vira de Coimbra”, “Cavaco do Rio”, “Verde Caio”, “Fado Mandado”, “Amélia Tecedeira” e Real Gaio”, “Real das Canas”: Muitas destas modas foram recolhidas junto do Povo, sempre com a ajuda mais idosos, ou ainda junto do “Cancioneiro Popular”. O seu toque inclui apenas instrumentos de cordas, como violino, cavaquinho, violão, bandolim e ferrinhos, de acordo também com a época a que se reportam. O folclore de Coimbra, pela sua riqueza etno-folclorica, pela variedade de ritmo e coreografias tradicionais, representa só por si uma fonte de riqueza cultural que necessita de ser preservada, recuperada e devolvida novamente ao domínio público, pela participação e actuação do Grupo Etnográfico da Região de Coimbra, em festas de folclore, feiras tradicionais e romarias. |